Hoje sofro por falta de amor

Algumas pessoas sofrem de excesso de amor. Sofrem por amor. Eu sofro por falta de amor. Mas você deve se perguntar: o que é sofrer por falta de amor? Acredito que é tão ruim quanto sofrer por amor. Ok, menos doloroso, é verdade. Mas tão chato quanto.

Sofrer por falta de amor é quando seu coração está vazio, pois não existe sentimento para preenchê-lo. É quando você passa por aquela fase que por mais que você tente, por mais que você se permita, o amor não alcança você. Acho que é porque assim como eu, o amor é rebelde. Não vem para os que o procuram e sim para os que não esperam ou não o querem.

Mas sofrer por falta de amor é tão desesperador que parece que não há esperanças para o seu coração. Simplesmente você não consegue sentir nada. Sabe qual é a sensação de não sentir nada? Horrível. É como se depois da tempestade de tristeza, se instalasse em seu coração um vazio tão grande que você não faz ideia do que fazer com ele. Diga-me o que fazer com ele porque eu não sei.

E é então que começa aquela busca desesperadora para sentir algo outra vez. Busca essa que acaba por se tornar frustrante, pois nunca gera as consequências que esperamos ou queremos. Então pra quê buscar? Eu tenho consciência de que não quero sofrer, mas também não quero sentir como se houvesse um buraco dentro de mim. Não é desse sentimento que eu preciso. Eu preciso que meu coração sinta reciprocidade. Apenas isso. Nada mais.

Tento buscar os mínimos resquícios de sentimentos em meu coração, mas nada encontro. Até quando essa maré durará? Espero que passe logo, pois não é nessa direção que eu quero navegar.

Xx,

Amanda Lobo.

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Amor que cresce

Poetriz

Direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na ideia, querendo e ajudando; mas, quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.

– Guimarães Rosa in “Grande Sertão: Veredas”

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Pensando em voz alta

Faz tempo que não devaneio um pouco. Tenho sido consumida pela constante necessidade de viver e não deixar o tempo passar por cima de mim. Não que isso seja ruim. De jeito nenhum. Mas sinto saudades de devanear um pouco. Dar voltas na minha cabeça através de palavras tentando encontrar um motivo para as coisas ou um próprio motivo para devanear.

Ouvi dizer que sou preocupada demais com meu futuro. Ouvi dizer que devo me preocupar menos com o amanhã e aproveitar o agora. Bem, concordo plenamente. Não devo me preocupar tanto com o futuro, apenas cuidar dele. Mas não posso deixar de lado meu desejo sagaz que me move: a eterna corrida atrás dos meus sonhos.

Vejo várias pessoas que vivem sem buscar um sonho. Não estou dizendo que elas são infelizes ou vazias. Pelo contrário. Provavelmente são mais satisfeitas do que eu. Não que eu seja insatisfeita ou ingrata. De jeito nenhum. Aprendi a ser feliz com o que tenho e mesmo entrando em crises de vez em quando, estou aos poucos encontrando um equilíbrio na minha própria realidade e isso me faz bem. Mas quando falo dessas pessoas satisfeitas, quero dizer que elas apenas vivem sem buscar nada. Eu realmente não sei o que é isso. Não sei como é viver assim e não sei se isso faz bem ou não. Sei que não conseguiria viver dessa maneira. A busca me faz ter paixão, alegria e um desejo sagaz por aquilo que quero.

Antigamente eu achava que toda vez que eu alcançasse algo que desejasse eu morreria de tédio. Esse pensamento me perdurou por tempos. Passei tempos pensando em tudo que eu queria, até as coisas que pareciam mais distantes de mim e que aos poucos parecem estar tornando-se mais reais. Eu pensava e pensava: o que eu vou fazer quando alcançar os meus sonhos? Será que morrerei de tédio por não ter nenhum objetivo? Depois de muitas doses de neuroses, cheguei à conclusão que a busca faz parte de quem eu sou e que eu consigo sim aproveitar minhas conquistas e ser feliz com o que já alcancei. Atualmente vivo um desses momentos. Aproveitando parte das minhas conquistas e é claro, em busca de novas. Então aí se vai uma preocupação a menos na minha vida. Sim, admito que sou uma pessoa preocupada por vida. Me preocupo aonde vai aquele romance, aonde vai me levar àquela faculdade, o que vou aprender naquele emprego ou quais possíveis empregos quero ter. É chato estar o tempo todo em um estado de preocupação constante, pois isso causa estresse e não é legal. Mas com o tempo vou aprender que não devo me preocupar tanto assim e que devo sim, aproveitar o presente. O futuro que venha e se faça presente quando for necessário. Porque afinal de contas, o que mais eu posso fazer? Preocupar-me com as coisas não as fará acontecer, mas fará com que eu fique em constante estado de pensamento acelerado e conturbado.

Considero-me uma pessoa leve na maioria das vezes. Quando digo que sou uma pessoa leve quero dizer que aos poucos aprendi e vou aprendendo a deixar pequenas coisas de lado, a me desapegar de coisas mundanas que não importam tanto para a existência humana se você passar a avaliá-la. Mas aprendi também a me importar com aquilo que é necessário para a minha existência humana.

Já falei como as frustrações das pessoas ao meu redor me deixam frustrada? Sim, é estranho, mas verdade. E morro de medo de me tornar uma pessoa frustrada. Mas acho que isso já me faz frustrada. Que ironia. Talvez esse seja um ponto que eu tenha que me deixar levar também. Ponto dois: além da preocupação, deixar de lado as frustrações. E com isso viver o que a vida me mostrar de vida e o que eu conseguir extrair dela.

Fico com esse desejo de ir embora constantemente e ontem percebi que isso é parte de mim. Não que eu não goste de ficar. Mas eu também gosto de ir. Acredito que ir, a qualquer lugar que seja, me traz uma liberdade espiritual que nada mais me traz. E pensando nisso vou percebendo aos poucos as coisas que quero da vida.

Pra ser sincera não sei como me transformei em quem eu sou. Teve um momento da minha vida que eu na estava feliz com quem eu era, mas agora percebo que ao aprender com meus erros, eu estou ficando cada vez mais feliz com o que estou me tornando.

E voltei a devanear. Ainda bem que voltei a devanear.

Xx,

Amanda Lobo

Não existe amor em SP

Ando em dívida com meu blog, com minha escrita, com meus sentimentos. Já não sei mais por onde começar, como continuar e quando acabar. Sei apenas que quero voltar, me reencontrar e a arte em mim despertar.

Hoje trago como inspiração ‘Não existe amor em SP’. Quem sabe assim, encontro em mim, um amor, que nunca soube ter.

Xx,

Amanda Lobo.

Uma ode à liberdade

Vivo clamando liberdade

Clamo tanto que chego a cansar

Será que ao menos sei o que essa liberdade significa?

O que siginifica pra mim?

Cada um vive sua liberdade individual

Cada um clama por aquilo que acredita ser

Aos poucos tento descobrir o que quero de fato ser

E se esse ser me trará essa tão sonhada liberdade

Pode parecer um pouco clichê

Mas acredito que se livrar de coisas que te aprisionam é o que nos leva a crer

Crer que de fato possamos verdadeiramente ser

Não quero passar a vida em busca

Quero chegar ao momento de me encontrar

Mas até lá tenho que aprender a desfrutar

Desfrutar a busca pela tentativa de crescer

E a liberdade de fato encontrar

Mas pensando bem acho que já a encontrei

Só que as vezes me perco e a deixo escapar.

Xx,

Amanda Lobo.

liberdade tão sonhada

a gente vive, caminha e anda

buscando-se sei lá o quê

enquanto a vida passa e mostra

que a cada dia vou desejar mais ser

ser o quê, eu não sei, quem é que sabe

como se dá esse processo de fazer

fazer da sua vida uma ode à liberdade

que é tão sonhada, desejada, ao nascer

Xx,

Amanda Lobo.

A banalização do sentimento

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Estamos vivendo a era da banalização do sentimento. Está claro para quem quiser enxergar. As pessoas não estão mais sabendo como amar. Não todas, é claro, mas sua grande maioria. Ouvi dizer que ninguém termina mais relacionamento pra ficar sozinho. Então a intenção de uma relação amorosa seria apenas não estar sozinho? O gostar, o amar, o sentir, entra aonde nessa história? Ou será que não existe mais?

As pessoas parecem ter tanto medo de ficarem sós como se isso significasse encarar uma realidade um tanto quanto assustadora. Bem, acho que é exatamente isso. Ficar sozinho em uma sociedade onde a tendência é a exposição do excesso de felicidades e sorrisos, significa abraçar uma bandeira de “eu estou sozinho, talvez minha vida não esteja tão completa assim”, isso é claro, para aqueles que pensam que existe um status em que sua vida está completa, quando se tem o relacionamento perfeito, emprego ideal e uma cota satisfatória de saídas sociais a lugares badalados. Pronto, eis aí o que significa ser completo. Para muitos sim, para poucos, graças a Deus, não.

Mesmo com a banalização de tudo o que um dia foi verdadeiro na nossa sociedade, ainda existem pessoas que conseguem enxergar claramente e percebem que não estarem em um relacionamento nem sempre significa a solidão de um momento infeliz. Muitas vezes é apenas pelo fato de ainda não ter encontrado alguém com quem se sinta a vontade de partilhar parte de sua vida, de seus sentimentos, do seu próprio ser. Será que é tão difícil assim as pessoas hoje em dia entenderem que a frase “antes só do que mal acompanhado” é um dos mais sábios ensinamentos que existe? Pois é. Às vezes, abraçar a liberdade da espera por algo que realmente seja pleno não é tão triste quanto estar preso a um relacionamento que te traz mais angústias e tristezas do que alegrias.

Vamos acordar, gente. Vamos parar para pensar ao invés de nos jogarmos de braço em braço até estarmos cansados e nos acomodarmos com qualquer um por mera conveniência. Nem tudo na vida é tão momentâneo assim. Não se precisa seguir um roteiro da vida perfeita (que não existe) porque todos vivem assim. Será que essas tantas almas inquietas já pararam pra pensar que pode haver algo mais? Talvez, quem saber, um amor singelo? Tenho a impressão de que se essas pessoas algum dia pararem para se quer pensar nisso, vão chegar a conclusão de que suas vidas não são tão legais quanto parecem ser. Mas se enganam, pois só se pararem para pensar é que vão adquirir a capacidade de alcançar a vida que tanto desejam.

É, a banalização do sentimento nos persegue. Basta você decidir se segue a onda ou nada contra a maré e encontra seu lugar ao mar. Como minha mãe sempre disse: “você não é todo mundo”. Então, amigos, eu fico com o conselho dela. Conselho de mãe a gente não nega.

Xx,

Amanda Lobo.