Apenas mais uma forma de desabafo

Faz meses que não escrevo neste blog. Se duvidar, nem sei mais como fazer. Mas como já esgotei vias de desabafos constantes, de maneiras certas e erradas, decidi que tentar uma que já me ajudou bastante não custava nada. Essa via de desabafo é escrever, externalizar, colocar as emoções para fora.

Tenho vivido meses de confusões mentais, inseguranças, falta de identificação com a minha própria realidade e indecisões sobre quem realmente sou, quem estou me tornando e o que de fato eu quero ser. Sempre costumo dizer que uma das poucas certezas que tenho na vida além da morte é a de que vou viver crises existenciais. Isso porque, querendo ou não, elas fazem parte de quem eu sou. Eu sou inquieta e questionadora. Consequentemente, sempre que vivo momentos de transição em minha vida, seja de qual tipo ela for, estarei me questionando sobre tudo e revirando tudo na minha cabeça milhões de vezes. Faz parte de quem eu sou. E aceitar isso torna as coisas mais suportáveis.

Eu acredito que tudo na vida acontece por um motivo. Tem gente que acha isso besteira, mas eu sou uma fiel adepta desse conceito. Óbvio que não acho que precisamos viver coisas negativas para aprender, embora muitas vezes seja assim, ou que temos que aceitar tudo simplesmente porque “era para acontecer”. Não é bem assim que funciona. Mas, existem acontecimentos que estão fora do nosso controle e que simplesmente precisamos encontrar a melhor forma de lidar com eles. Nem sempre conseguimos, mas precisamos tentar. Precisamos tentar encarar tudo aquilo que nos assombra na vida. Seja um acontecimento de infância ou algo recente. Precisamos encontrar formas de superar tudo aquilo que nos impede de seguir de alguma maneira. Nem sempre isso é fácil, na maioria das vezes nunca é fácil, mas é necessário.

Dizem que na vida tudo se trata de como encaramos os fatos que acontecem com a gente. Nem sempre podemos impedir algo de acontecer, mas temos o poder de decidir como vamos enfrentar cada coisa que nos acontece. Não é pouca coisa que vivemos ou presenciamos, mas independente do que seja, temos que escolher a forma que lidaremos com isso. Nos deixaremos abater? Nos deixaremos sucumbir? Ou encontraremos uma maneira de lidar? Acredito que isso vale pra tudo na vida. Nem sempre passamos por momentos bons internamente, mas se passamos a reconhecer nossas inconstâncias, podemos aprender a lidar com elas.

Quando olho para trás e analiso a minha vida, minhas escolhas e minhas atitudes, percebo quanta coisa eu vivi e quanta coisa eu superei. Desde sempre. Assim como milhares de pessoas passam por coisas e as superam. A cada novo ciclo que se fecha e abre portas para novas conquistas, me pego questionando minhas escolhas, o que eu quero, o que me trouxe até aqui e para onde eu quero ir. Durante muito tempo tive na minha mente exatamente os passos que gostaria de seguir e aonde desejava chegar. Agora, me encontro em meio a dúvidas e incertezas. No fundo, eu sei o que me faz e feliz. Com o tempo vou descobrindo que nem sempre o que eu realmente desejei é o que realmente é o melhor pra mim. E procuro maneiras de lidar com isso.

No momento, um ciclo se fecha para mim. Aonde isso vai me levar eu não faço ideia. Mas, mesmo com medo e inseguranças, estou disposta a descobrir. Afinal de contas, de que vale a vida se não for para ao menos tentar ser feliz?

Xx,

Amanda Lobo.

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