A banalização do sentimento

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Estamos vivendo a era da banalização do sentimento. Está claro para quem quiser enxergar. As pessoas não estão mais sabendo como amar. Não todas, é claro, mas sua grande maioria. Ouvi dizer que ninguém termina mais relacionamento pra ficar sozinho. Então a intenção de uma relação amorosa seria apenas não estar sozinho? O gostar, o amar, o sentir, entra aonde nessa história? Ou será que não existe mais?

As pessoas parecem ter tanto medo de ficarem sós como se isso significasse encarar uma realidade um tanto quanto assustadora. Bem, acho que é exatamente isso. Ficar sozinho em uma sociedade onde a tendência é a exposição do excesso de felicidades e sorrisos, significa abraçar uma bandeira de “eu estou sozinho, talvez minha vida não esteja tão completa assim”, isso é claro, para aqueles que pensam que existe um status em que sua vida está completa, quando se tem o relacionamento perfeito, emprego ideal e uma cota satisfatória de saídas sociais a lugares badalados. Pronto, eis aí o que significa ser completo. Para muitos sim, para poucos, graças a Deus, não.

Mesmo com a banalização de tudo o que um dia foi verdadeiro na nossa sociedade, ainda existem pessoas que conseguem enxergar claramente e percebem que não estarem em um relacionamento nem sempre significa a solidão de um momento infeliz. Muitas vezes é apenas pelo fato de ainda não ter encontrado alguém com quem se sinta a vontade de partilhar parte de sua vida, de seus sentimentos, do seu próprio ser. Será que é tão difícil assim as pessoas hoje em dia entenderem que a frase “antes só do que mal acompanhado” é um dos mais sábios ensinamentos que existe? Pois é. Às vezes, abraçar a liberdade da espera por algo que realmente seja pleno não é tão triste quanto estar preso a um relacionamento que te traz mais angústias e tristezas do que alegrias.

Vamos acordar, gente. Vamos parar para pensar ao invés de nos jogarmos de braço em braço até estarmos cansados e nos acomodarmos com qualquer um por mera conveniência. Nem tudo na vida é tão momentâneo assim. Não se precisa seguir um roteiro da vida perfeita (que não existe) porque todos vivem assim. Será que essas tantas almas inquietas já pararam pra pensar que pode haver algo mais? Talvez, quem saber, um amor singelo? Tenho a impressão de que se essas pessoas algum dia pararem para se quer pensar nisso, vão chegar a conclusão de que suas vidas não são tão legais quanto parecem ser. Mas se enganam, pois só se pararem para pensar é que vão adquirir a capacidade de alcançar a vida que tanto desejam.

É, a banalização do sentimento nos persegue. Basta você decidir se segue a onda ou nada contra a maré e encontra seu lugar ao mar. Como minha mãe sempre disse: “você não é todo mundo”. Então, amigos, eu fico com o conselho dela. Conselho de mãe a gente não nega.

Xx,

Amanda Lobo.

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