Quem garante, menina, que você encontrará o que tanto almeja?

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Vinte anos se passaram e tem certas coisas que eu continuo almejando. Almejo-as sem nenhuma certeza se ao menos vou encontrá-las. Uma delas é um tipo de amor tão peculiar que só é encontrado em clássicos do cinema e da literatura. Não quero um amor de tv, aquela coisa utópica. Não preciso de tanto. Acho que basta o amor singular. Aquele que é tão particular dos dois, tão íntimo, que se torna único. E ao olhar ao redor e observar o andar da nossa modernidade, percebo que é algo cada vez mais difícil. Mas a gente vai tentando. A gente vai tentando acreditar. E às vezes a gente consegue. Por um momento a gente consegue se relacionar com alguém acreditando que é possível alcançar o que tanto almejamos, mas de repente, assim do nada, você passa a se sentir vazio e percebe que não é aquela pessoa, que o problema não é com ela e sim com você. Bom, pelo menos comigo. Isso sempre acontece comigo. Me pergunto como consigo ser tão intensa e tão vazia ao mesmo tempo. Mas vou seguindo. E continuo almejando. Só que dessa vez, escolhi dá um tempo. Parar de almejar um pouco, parar de tentar relacionamentos que no fundo sei que não darão em nada. Porque às vezes é preciso dar um tempo. Um tempo para escrever, um tempo para voltar a se conectar consigo mesma e para se recuperar. De fato, não sei se encontrarei o que tanto almejo. Não sei se sequer isso existe. Então, darei um tempo. Porque já fiz algumas muitas tentativas, e talvez seja esse o problema. Certas coisas a gente não deve tentar porque elas acontecem. Ou não acontecem e temos que parar de tentar mesmo assim. Acreditar? Sim, por que não? Acreditar nem sempre é ruim. Algumas vezes nos ajuda a nos resguardar de certas imprudências. E nesse meio tempo, a gente vive. A gente vive porque existem milhares de sentimentos pelos quais vale a pena viver. E a gente vive porque existem vários tipos de amor pelo quais vale a pena lutar. E a gente vive porque precisamos nos desfazer daqueles amores que não nos trouxeram nada de bom para guardar. Nos trouxeram aprendizados, sim, claro, mas nada para guardar. Porque guardar é algo que precisa ser seletivo. Não podemos guardar conosco qualquer coisa, coisas que afinal de contas são inúteis. Nós guardamos aquilo que nos ajuda a seguir em frente. Guardamos aquilo que nos ajuda a nos sentir por inteiro. Aquilo que nos ajuda a nos sentir pleno e libertos de tudo que nos faz mal. E almejamos. Não adianta, as almejamos. Só que nesse meio tempo, pelo menos por um momento que seja, esquecerei a incerteza dos meus mais profundos desejos e me agarrarei às alegrias que o presente tem me dado. Porque essas eu não preciso almejar, pois estão logo a minha frente e são reais.

Xx,

Amanda Lobo.

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