Uma louca conversa comigo mesma.

Como se curar dessa sofrência por antecipação? Dessa mania irritante de projetar todas as possibilidades possíveis em cima de um determinado momento e acabar se consumindo por isso aos poucos? Como se livrar disso? Eu sinceramente não sei. Pelo menos ainda não sei. Mas gostaria de descobrir. É um mal que sofro e aos poucos vou tentando controlar. Mas sabe, acho que parte da vida é isso mesmo. Acho que temos que nos jogar, viver, aprender, apanhar e sorrir. Eu sei que ninguém quer sofrer, que ninguém quer “quebrar a cara”, eu mesma não quero e já estou cansada mesmo sendo tão nova, mas é que sei lá, quando a vida parece te colocar na mesma situação várias vezes a gente simplesmente se cansa e tem vontade de sair por aí gritando, irritada e desistindo de tudo. Ou pelo menos isso só acontece comigo. Não sei bem. Ou talvez não seja a vida que me coloque em certas situações, mas eu mesma que aceite essas condições e esteja procurando justificar minhas ações. E Deus, como eu odeio justificativas. Acho-as desnecessárias. Mas então me pergunto, como me livrar dessa sensação que eu mesma criei? Como me livrar da ansiedade que eu mesma procurei? Sumir, largar tudo nunca é uma opção viável, isso eu aprendi. Talvez eu deva apenas deixar rolar. Pelo menos por um instante, para ver até onde as coisas vão. E se bem, eu sofrer depois, pelo menos eu já sabia que era uma possibilidade, não é mesmo? Talvez amenize seja lá quais forem as consequências. Ou talvez não. Muito provavelmente não, rs. Acho que a questão é pensar: mesmo que acabe em merda, é melhor viver do que nunca ter vivido. Acho isso uma bosta de filosofia, se me permite dizer, mas de certa forma tenho que acabar concordando com ela. Afinal, temos apenas essa vida. Então é preciso de fato arriscar e tentar, tentar, até acertar. Uma hora a gente acerta, tenho certeza disso. Ninguém passa a vida toda errando (pior que às vezes passa rs). Tenho certeza que uma hora a gente acerta. A gente acerta seja pelo cansaço, seja por aprender a enxergar de maneira diferente, seja por finalmente ceder àquilo que é melhor para nós. Não importa como, mas a gente acerta. E isso é bom. Isso é o que mantém tentando, pelo menos agora. Mesmo estando cansada de tentar. Não posso simplesmente parar de viver porque estou cansada de onde alguns escolhas me levaram. Acho que não existe isso. Seria aceitar e se entregar ao marasmo de uma vida assistida. Uma vida assistida em que você apenas assiste os outros vivendo e tem medo de se permitir viver a sua própria vida e isso eu não quero nunca mais. Então vamos aprender a nos permitir. Vamos aprender a deixar as neuroses de lado. Vamos aprender a parar de deixar a ansiedade nos dominar. E vamos aprender a esperar.

Xx,

Amanda Lobo.

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