Retorno

Quando passamos um tempo perdidos e sucumbidos por externalidades que nos fazem esquecer de quem somos, é preciso começar a trilhar o caminho de retorno a si mesmo. Seja através de pequenos passos, simples detalhes ou através de grandes gestos. De uma forma ou de outra, é preciso encontrar o caminho de volta. Muitas vezes demoramos a fazer isso, mas quando pegamos o embalo da coisa, retornamos com mais força para se reconstruir e se renovar. É o que estou tentando fazer. É o que estou caminho para alcançar. O retorno ao meu verdadeiro eu, um reencontro comigo mesma. Como estou fazendo isso? Bem, no momento através de algo simples como vou a escrever neste blog. Isso faz com o que me me sinta eu mesma diante de tantas adversidades externas. Diante disso, o próximo passo é reeducar minha mente para me importar menos com coisas desnecessárias. Isso é algo que exige muito esforço de mim, mas que tenho certeza que conseguirei fazer.

Na vida sempre nos questionamos quando é o momento de desistir de algo, quando é o momento de deixar pra lá algo que já não satisfaz mais. Como saber quando é o momento certo? Existem pessoas que simplesmente sabem. Infelizmente, eu não sou uma delas. Em relação a tempo correto, sou péssima para perceber. É uma técnica que ainda não domino, mas que talvez com o tempo eu consiga trabalhar isso em mim. Aí eu me questiono: como interpretar os sinais de forma correta? Quando saber se é a hora certa para desistir de algo ou se estamos apenas confusos com as diversas situações e dificuldades do momento? Talvez não tenha como saber isso, não sei a resposta. Mas tentarei descobrir.

Xx,

Amanda Lobo.

 

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Apenas mais uma forma de desabafo

Faz meses que não escrevo neste blog. Se duvidar, nem sei mais como fazer. Mas como já esgotei vias de desabafos constantes, de maneiras certas e erradas, decidi que tentar uma que já me ajudou bastante não custava nada. Essa via de desabafo é escrever, externalizar, colocar as emoções para fora.

Tenho vivido meses de confusões mentais, inseguranças, falta de identificação com a minha própria realidade e indecisões sobre quem realmente sou, quem estou me tornando e o que de fato eu quero ser. Sempre costumo dizer que uma das poucas certezas que tenho na vida além da morte é a de que vou viver crises existenciais. Isso porque, querendo ou não, elas fazem parte de quem eu sou. Eu sou inquieta e questionadora. Consequentemente, sempre que vivo momentos de transição em minha vida, seja de qual tipo ela for, estarei me questionando sobre tudo e revirando tudo na minha cabeça milhões de vezes. Faz parte de quem eu sou. E aceitar isso torna as coisas mais suportáveis.

Eu acredito que tudo na vida acontece por um motivo. Tem gente que acha isso besteira, mas eu sou uma fiel adepta desse conceito. Óbvio que não acho que precisamos viver coisas negativas para aprender, embora muitas vezes seja assim, ou que temos que aceitar tudo simplesmente porque “era para acontecer”. Não é bem assim que funciona. Mas, existem acontecimentos que estão fora do nosso controle e que simplesmente precisamos encontrar a melhor forma de lidar com eles. Nem sempre conseguimos, mas precisamos tentar. Precisamos tentar encarar tudo aquilo que nos assombra na vida. Seja um acontecimento de infância ou algo recente. Precisamos encontrar formas de superar tudo aquilo que nos impede de seguir de alguma maneira. Nem sempre isso é fácil, na maioria das vezes nunca é fácil, mas é necessário.

Dizem que na vida tudo se trata de como encaramos os fatos que acontecem com a gente. Nem sempre podemos impedir algo de acontecer, mas temos o poder de decidir como vamos enfrentar cada coisa que nos acontece. Não é pouca coisa que vivemos ou presenciamos, mas independente do que seja, temos que escolher a forma que lidaremos com isso. Nos deixaremos abater? Nos deixaremos sucumbir? Ou encontraremos uma maneira de lidar? Acredito que isso vale pra tudo na vida. Nem sempre passamos por momentos bons internamente, mas se passamos a reconhecer nossas inconstâncias, podemos aprender a lidar com elas.

Quando olho para trás e analiso a minha vida, minhas escolhas e minhas atitudes, percebo quanta coisa eu vivi e quanta coisa eu superei. Desde sempre. Assim como milhares de pessoas passam por coisas e as superam. A cada novo ciclo que se fecha e abre portas para novas conquistas, me pego questionando minhas escolhas, o que eu quero, o que me trouxe até aqui e para onde eu quero ir. Durante muito tempo tive na minha mente exatamente os passos que gostaria de seguir e aonde desejava chegar. Agora, me encontro em meio a dúvidas e incertezas. No fundo, eu sei o que me faz e feliz. Com o tempo vou descobrindo que nem sempre o que eu realmente desejei é o que realmente é o melhor pra mim. E procuro maneiras de lidar com isso.

No momento, um ciclo se fecha para mim. Aonde isso vai me levar eu não faço ideia. Mas, mesmo com medo e inseguranças, estou disposta a descobrir. Afinal de contas, de que vale a vida se não for para ao menos tentar ser feliz?

Xx,

Amanda Lobo.

Inconstância de uma vida quase adulta

Na vida sempre tem aqueles momentos em que você passa a se perguntar se tudo o que você está fazendo para alcançar certas coisas de fato valem a pena. Se todo esse esforço tem real importância. Eu estou vivendo esse momento, mas acredito que ainda vá viver momentos como esses outras milhares de vezes.

Ando me perguntando se todo o esforço, desgaste e tempo que gasto com a faculdade e suas atividades extracurriculares vale a pena. Talvez no fundo eu saiba que vale a pena, que eu estou construindo um futuro pra mim, que lá dentro eu sei que isso tem grande importância na minha vida. Mas, não posso deixar de comentar: graduação é uma merda. Uma merda porque você passa dias na sala de aula, presa com pessoas que nem sempre fazem sua parte e fazendo trabalhos que em sua maioria são irrelevantes. Não quero parecer o tipo de pessoa que acha que tem conhecimento suficiente e que as coisas que precisa aprender não importam. Não é isso. Mas o sistema educacional brasileiro realmente te coloca presa a trabalhos irrelevantes, coisas que você precisa fazer para cumprir tabela. Não necessariamente aprender, mas apenas fazer. Eu sei que vai passar rápido esse período e que futuramente eu posso agradecer por isso. Mas, honestamente, tudo isso é uma bosta. Eu gosto da profissão que escolhi pra minha vida, cada dia gosto dela mais e mais. Só que parte de mim está cansada desse sistema, dessas pessoas e de fazer parte de tudo isso. Talvez eu só precise descansar, talvez eu só precise relaxar, talvez eu não tenha que levar isso pro lado tão pessoal assim. Afinal, se os outros não se importam então porque eu devo me importar? Realmente é um bom questionamento.

As pessoas são hipócritas. Todos nós somos hipócritas. Dizemos coisas que não condiz com nossa prática. E ainda nos achamos certos por isso. E eu estou me tornando fria e apática. Cada dia que passa estou me tornando mais fria e apática. Não que alguém se importe, mas eu me importo. Eu não quero me tornar uma dessas pessoas sem paixão pela vida que fazem tudo mecânico apenas porque a vida é isso. Talvez eu deva reencontrar paixões, porque sinceramente, dentro de mim, tudo anda uma bosta.

Essa vida quase adulta é uma bosta. E se o início já é assim, imagine o que está por vir? Não quero nem pensar. É claro que não quero ser aquele tipo de pessoa que se prende ao passado e a eterna falsa ideia de juventude. Nada disso. Eu quero crescer, eu quero caminhar e desenvolver. Mas eu não quero me perder. Eu não quero perder minha essência. Eu não quero deixar de acreditar nas pessoas, na vida, no amor, nas coisas boas. Mas sinto que estou me perdendo. Onde estão meus sentimentos? Para onde estão indo? Minha cabeça é tão confusa que as vezes nem aguento pensar. Eu não quero reclamar da vida, eu quero abraça-la porque sei que ela ainda pode me oferecer coisas incríveis as quais eu nem imagino como são. Mas, sinceramente, parte de mim se sente cansada. Cansada de tudo isso.

Me pergunto como vou enfrentar coisas mais sérias e graves se as mínimas coisas já me consomem de maneira frequente. Me pergunto se tudo é uma questão de hábito ou se vou acabar surtando a qualquer momento e desistindo de tudo, desistindo de mim, desistindo da vida. Eu sei que viver tem seus altos e baixos, eu tenho essa consciência. Não reclamo disso, é só um desabafo mesmo. É só um turbilhão de sentimentos inconstantes a respeito dessa vida quase adulta.

Talvez eu devesse me importar menos, focar mais em mim e focar mais nas coisas boas e produtivas que posso fazer pela minha vida e pelas vidas ao meu redor. Parte de mim sente que sempre serei essa pessoa com um turbilhão de sentimentos, sensações e pensamentos. No fundo talvez eu saiba que isso nunca vai mudar e eu só preciso me acostumar comigo mesmo. Eu só preciso esquecer as energias negativas do mundo exterior e trabalhar o meu melhor. Acho que um pouco de egoísmo não faz mal a ninguém. Talvez eu só precise disso. Talvez eu só precise aceitar que as pessoas são quem elas são.

A.L.

Um amor depois do outro

Estou lendo o livro “Um amor depois do outro” de Ivan Martins, onde ele fala das relações amorosas de forma bastante poética. Digo de forma poética porque ele trata do amor de maneira pacífica, até quando se trata das tumultuosas relações inacabadas que rondam as nossas vidas. Ivan traz casos de amores que não acabam, nos perseguem e dos quais possuímos uma enorme dificuldade de nos desapegarmos.

Recentemente, tenho vivido algumas situações desse tipo de amor. O amor do qual não conseguimos nos desfazer. Confesso que não sou a melhor pessoa para dar conselhos de como superar esse tipo de amor, de se livrar tão rapidamente de um sentimento que por muito tempo lhe fez bem. Acho que isso é porque nós, seres humanos, somos extremamente carentes e relutamos tanto em aceitar quando algo é necessário ir.

Se me perguntares a fórmula para lidar com esse tipo de amor, dentro da minha pequena experiência em amar, diria apenas duas coisas: o tempo e um amor depois do outro.

Xx,

Amanda Lobo.

O capitalismo será derrotado pela Terra

Leonardo Boff

Há um fato incontestável e desolador: o capitalismo como modo de produção e sua ideologia política, o neoliberalismo, se sedimentaram globalmente de forma tão consistente que parece tornar qualquer alternativa real inviável. De fato, ele ocupou todos os espaços e alinhou praticamente todos os países a seus interesses globais. Depois que a sociedade passou a ser de mercado e tudo virou oportunidade de ganho, até as coisas mais sagradas como órgãos humanos, água e a capacidade de polinização das flores, os chefes de Estados, em sua grande parte, são forçados a gerir a macroeconomia globalmente integrada e menos atender ao bem comum de seu povo.

O socialismo democrático em sua versão avançada de eco-socialismo representa uma opção teórica importante, mas com pouca base social mundial de implementação. A tese de Rosa Luxemburgo em seu livro Reforma ou Revolução de que “a teoria do colapso capitalista é o cerne do…

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Indicação de cantora: Zella Day

Assistindo The Vampire Diaries na tv (apenas passando o tempo pois a série pra mim já atingiu seu colapso. ok, não vou exagerar. mas já deu.) e vendo uma cena ardente entre stefan e caroline (spoiler kkk) me deparo com essa música, Hypnotic, e imediatamente fui procurar quem cantava e descobri que era a linda americana Zella Day. Zella canta o estilo Indie Pop, que honestamente, nem sabia que era um estilo definido, mas que é perceptível quando você escuta essa melodia de fato hipnotizante. E não é só nessa música. Fui pesquisar outras músicas da cantora e acabei baixando seu novo e único albúm lançado esse ano ‘Kicker‘ e as melodias seguem essa mesma sintonia. Me apaixonei logo de cara. A música ‘Sweet Ophelia’ é tão viciante que não consigo parar de escutar.

Fiquei admirada com a cantora que é tão nova no cenário, aparentemente não muito conhecida, e com uma cartela que considero linda e alucinante. As músicas de Zella me deixaram em um estado alternativo de espírito, se é que esse estado sequer existe ou pode ser explicado.

Super recomendo!

Xx,

Amanda Lobo.

Foco, experiências e neuroses

Às vezes na vida por um momento perdemos o foco. Fugimos de nós mesmos, devido a alguma distração ou situação. Mas logo que nos damos conta do ocorrido, tentamos nos resgatar de nós mesmos. Que resgate é esse que acontece uma vez ou outra? Seria o resgate das distrações mundanas que insistem em alterar-nos e estado pleno de espírito da alma. Estado esse que se difunde e se confunde com o nosso pensar, agir e falar.

Muitas vezes, ao ouvir pessoas contando suas histórias e experiências de vida, me pergunto o que as levou a se tornarem quem são. Do mesmo modo que tento sempre analisar quais fatos foram essenciais para desconstruir meu antigo eu e construir meu novo ser, me pergunto o que leva as pessoas a serem quem são. É interessante de se notar características extremamente peculiares do ser humano. Defeitos, angústias, e como Freud analisa as neuroses que se tornaram neuroses devido a alguma inibição pessoal entre o que você é e o que você gostaria de ser. E me pergunto todo o tempo: porque as pessoas não são o que gostariam de ser? Tirando o fato de questões como que você não pode mudar, boa parte das neuroses mundanas podem ou deveriam ser evitadas. Mas não são. Não entendo muito bem por que. Acho que somos acomodados demais para quebrar as correntes em que nós próprios nos prendemos.

Mas uma vez ou outra conseguimos. Uma vez ou outra conseguimos nos libertar. Nem que seja momentaneamente. E depois voltamos às neuroses novamente, voltamos a perder o foco mais uma vez. Será esse algum tipo de ciclo vital para a sobrevivência humana ou será só eu tão inconstante que encontrei um equilíbrio no meu próprio desequilíbrio? Vai saber.

Xx,

Amanda Lobo.